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Sergio Guerini



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Oca 4
Congonhas do Campo
Buenos Aires 2
Marche aux Puces
Oca
Brasilia
Marche aux Puces
Oca SP 3
Oca SP 2
Azul, Brasilia
Avalon, Franca
Niteroi
Grand Canyon
Escola SP
Escada
Buenos Aires
Brasilia 3
Brasilia 2
Sao Paulo
Vezelay, France
Louvre
Copan 1
Aterro
Estacionamento

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MONICA FILGUEIRAS GALERIA DE ARTE

Sergio Guerini - Exposição Monica Filgueiras 2014

Rua Bela Cintra, 1533 São Paulo SP
Tel: (11) 3082-5292 / 3081-9492
http://www.monicafilgueiras.com.br
contato@monicafilgueiras.com.br

Abertura da exposição: dia 21 de Agosto de 2014 às 19h00
As obras ficarão expostas até 20 de Setembro de 2014
De segunda à sexta feira das 10h30 às 19h00
Sábados das 10h30 às 14h30




SUÍTES
Exposição de SERGIO GUERINI

Para alguns pintores, o ponto de partida de um trabalho pode ser uma mancha na superfície da tela ou no papel, uma pincelada, uma forma, uma casualidade.

O pintor trabalha então, como alguém que quer adentrar naquela superfície, fazendo de nossos olhos instrumentos para uma arqueologia.

Isso é visto e apresentado como um acontecimento.

O artista trabalha na suspensão entre o sensível e o inteligível, no território da fascinação, criando ali a noção de tempo e de espaço.

Sergio Guerini nos leva a ouvir, paradoxalmente, a música lírica desse acontecimento, nos convocando para elaborarmos a experiência do olhar com sensibilidade e razão.

Sergio Fingermann, curador da mostra
Mais do que uma técnica, a aquarela constitui por si mesma uma linguagem. Uma linguagem fundada no ofício – não se pode improvisar um aquarelista – e particularmente apta para exprimir conteúdos líricos, intimistas. São características que a colocam na contramão da arte mais contemporânea, a qual não faz questão de nenhuma dessas coisas. E que, curiosamente, se valoriza hoje por termos negativos. Já não se diz que determinada obra é boa porque concerta, e sim porque tensiona; não mais porque responde, e sim indaga ou questiona; não porque soluciona, mas porque problematiza.
 
Com isso, aquarelistas se tornaram os resistentes de uma concepção do mundo, um mundo mais apolíneo e equilibrado, no qual a arte tem deveres (ainda) para com a chamada beleza. Reconhecê-lo não é desfazer de nenhuma outra tendência mais contestatória. Há vinte e cinco anos Sérgio Guerini, então um jovem pintor em início de carreira, se transformou num desses resistentes. Ocorre que Guerini tem alma de Aramis num corpo de Portos. Grande, forte, reflexivo, sensível, suave. Sua conversão de grandes telas – com as quais despontou com brilho nos salões de arte de São Paulo – para as pequenas dimensões das aquarelas revela, a meu ver, um crescimento interior e um melhor conhecimento de si mesmo. Seus horizontes como homem e seu espírito como artista estão voltados para a discrição, a harmonia e a concórdia.
 
Ergo, faz parte de Guerini a busca da justa medida; seu lirismo é controlado. As aquarelas – pelo menos no efeito final, se não no processo de fatura – são abstratas mas moderadamente informais. A todas subjaz uma estrutura organizada. As mais recentes nasceram de outras que faziam interferências sobre xerox de imagens fotográficas. Fotografias de interiores de casas coloniais e de antiquários, cujo mobiliário e objetos forneciam uma trama ritmada e essencialmente geométrica. As atuais aquarelas já não são feitas assim, mas herdaram essa compreensão arquitetônica. Em muitas enxergo não apenas o fantasma da fachada ou do cômodo, mas também o da planta-baixa: edificações vistas de cima em corte horizontal.
 
Habitualmente, a aquarela abstrata serve a desígnios menos ordenados: transparências, manchas, grandes gestos, escorridos que se interpenetram, capturas e resgates da contribuição do acaso. Deste pouco resulta nas aquarelas de Guerini. O que melhor pode situá-lo e à sua obra – isso sim – é a mais famosa (e bela) frase de Braque: “Amo a regra que corrige a emoção”.
 
Olívio Tavares de Araújo
julho de 2010




Quis o acaso que eu estivesse no júri do primeiro salão em que Sérgio Guerini ganhou um prêmio: o Paulista, em 1986. Nenhum dos jurados o conhecia, até então, sequer de nome. Foi, portanto, para todos, uma surpresa gratificante. Lembro-me da particular convicção com que Baravelli votou aquele prêmio. Estávamos seguramente diante de uma revelação de pintor, alguém que domina grandes espaços (era uma tela de razoáveis dimensões), solta-se nele, usa a cor e o gesto, e tem a mão especialmente instrumentada.

Desde então, aproximamo-nos, Guerini e eu, e vejo de tempos em tempos sua produção. Com a que estava realizando em fins do ano passado, ele participou, a convite meu, de uma exposição de um grupo de seis jovens paulistas que inaugurou um espaço cultural.

O que pude então dizer de sua pintura poderia dizer de novo agora – e talvez com mais clareza. Guerini é ainda e sempre, um pintor, um daqueles indivíduos que se apaixonam cada vez mais pelo métier, e nos quais o ser artista se torna também, simultaneamente, ser artesão. Atravessa, não obstante, uma fase de transição. A pintura com aparecia no salão de 86 era basicamente um pôr-se para fora de modo solto, com pouca construção de forma. Esta parecia nascer do próprio ato de execução do quadro. Ao longo de 87, entretanto, ele foi se aproximando de uma vertente que procura pré-definir melhor os resultados, e “desenha” os contornos e volumes da pintura.

O estopim para essa nova fase foi, provavelmente, uma coleção de revistas sobre arte do começo do século (Aujourd’hui) que Luis Sacilotto – em cujo atelier em Santo André o menino Guerini começou a conviver com tintas – o presenteou. Através desta coleção, Guerini se encantou e procurou refazer certos percursos visíveis, por exemplo, na estruturação do espaço cubista. Mas além disso, deve estar também influindo a própria convivência com Sacilotto e outros amigos, cabeças pensantes e adeptas de uma arte declaradamente racional. Guerini anda raciocinando – o que em princípio é saudabilíssimo – sobre a sua.

Raciocinar sobre não é, entretanto, a mesma coisa que raciocinar em. Por isso falo de uma fase de transição. Pelo que conheci do trabalho anterior de Sérgio Guerini e pelo que conheço dele, creio que atendencia natural de sua arte não é ser intelectual. Acredito que mais dia menos dia ele tenderá a romper com a necessidade de estruturação do espaço que nesse momento o caracteriza, em benefício de um trabalho mais sensorial, mas táctil e matérico. Sei, aliás, de recentíssimas experiências que já apontam nessa direção. E tem que ser assim mesmo. O artista jovem tem que ir abrindo sua trilha, no meio de muitas possibilidades existentes. Nem todo mundo tem a genialidade de Picasso, para poder dizer: “Eu não procuro. Eu acho.” A regra, para os demais, é ir procurando. Sérgio Guerini está em plena fase de procura, em ebulição, como uma planta bem adubada que solta brotos em cada direção.

Olívio Tavares de Araújo




Em nossa atividade de crítico, que já se prolonga por duas décadas, tive os oportunidade de presenciar o surgimento de vários artistas, de ver suas obras avançarem em direção às camadas superiores da elaboração artística. Neste período testemunhamos igualmente casos de indivíduos ligados a forte esquemas  promocionais e que desaparecem do meio artístico brasileiro em função da falta de consistência de suas obras. A observação reiterada leva ao desenvolvimento de um certo “feeling”, neste sentido.

Entre jovens artistas que chegam – e nos quais apostamos – figura o desenhista e pintor Sergio Guerini. Conhecêmo-lo há alguns anos em Santo André e o acompanhamento de sua produção só fortaleceu  nossa crença de que estamos diante de um artista sério, consciente de seu ofício e, por isso mesmo, destinado à permanência. Com efeito, Guerini não é daqueles que acreditam nas soluções mágicas em arte, nos lances pirotécnicos, no “insight” inconsequente. É um trabalhador  persistente das formas, das cores, dos ritmos, das texturas.

O convívio com artistas de larga formação plástica, entre os quais  se destaca Sacilotto, apurou nele o gosto pelo conhecimento e pelas possibilidades dos materiais da pintura.

Guerini não se interessa apenas pelas fontes subjetivas da arte, mas também por seus meios objetivos. Esta é uma característica que o destaca e que reputamos da maior importância. Atualmente Guerini pesquisa os pigmentos terrosos de Minas Gerais, que ele mesmo prepara a partir de materiais recolhidos durante suas frequentes viagens àquele estado.

Sua pintura atual, que se referencia nas construções fabris da região do ABC paulista, na paisagem mineira ou que se estrutura sem alusões à realidade que o rodeia é sobretudo pintura. Uma pintura que não objetiva recompor o universo circundante, mas criar uma nova realidade, sólida, independente, autônoma. Um admirável mundo novo.
 
Enock Sacramento
Membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte
Sergio Guerini (1961)

Em 1980 comecei a me dedicar à  pintura como autodidata, por meio de intervenções que fazia com aquarela e nanquim sobre fotos preto-e-branco tiradas de muros, paredes de favelas e interiores.

Nessa época conheci Luis Sacilloto e entrei em contato com a complexidade do fazer artí­stico não só na elaboração de conceitos visuais como na prática do colocar a mão na massa, preparando tintas artesanalmente, telas e pigmentos naturais, obtidos em expedições de prospecção pelas terras de Minas Gerais.

Posteriormente estudei pintura e gravura no ateliê de Sergio Fingermann e aquarela com Selma Dafrre e Ubirajara Ribeiro.

O trabalho com aquarelas e impressões digitais nasceu de uma experiência que fiz com ampliações de fotos de construções barrocas e de paisagens da cidade de Tiradentes (MG), posteriormente fotocopiadas em papel de aquarela quando então, fazia essas interferências com as tintas. Com alguns destes trabalhos ganhei o primeiro prêmio na Bienal de Aquarelas de Abrantes, em Portugal (2006).

Participei do Salão Paulista de Arte Contemporânea, em 1985 e 1986, recebendo prêmios. Fui premiado também nos Salões de Arte Contemporânea de Santo André, SP em 1987 e 1988.

Além das exposições individuais e coletivas pelo Brasil, participei de exposições nos Estados Unidos, Espanha, Alemanha.

 

Mail:  sergioguerini@me.com

Phone:  +55 11 98288-7227

Sergio Guerini

Site oficial do artista plástico, aquarelista e fotógrafo Sergio Guerini.